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domingo, 4 de maio de 2014

Harmonizando Vinhos Brancos e Comidas



Qualquer harmonização possui uma parcela individual, assim como uma parcela coletiva, ou seja, é impossível harmonizar sem que haja um equilíbrio entre o individual e o coletivo. E quando restringimos a questão à comida e o vinho, não podemos, em nenhum momento, descartar as opiniões pessoais, assim como os costumes de um povo, de uma região! Sempre que falo, escrevo ou penso sobre harmonização de vinhos e comidas, me lembro deste princípio básico, mas fundamental para criarmos momentos de prazer, descontração e satisfação, unindo amigos, comidas e vinhos!



Os vinhos brancos me fascinam, tranquilos ou espumantes. Seja qual for o estilo, sejam leves, frescos ou encorpados! Vivemos um tempo onde tudo está muito próximo e disponível, logo, quaisquer generalizações são restritivas e a moderna gastronomia oferece grande abertura. Com isso, não podemos dizer que vinhos brancos são destinados à harmonização com aperitivos, peixes, frutos do mar, às entradas e carnes brancas. Hoje, temos à disposição uma grande variedade de castas brancas com diferentes aromas e propriedades, que harmonizam com distintos pratos. Os estilos também são muito amplos.


Os vinhos brancos tendem a ser mais leves e frescos que os tintos. Em alguns brancos, o enólogo quer privilegiar a fruta e o frescor e produz vinhos que não fazem estágio em barricas de carvalho. Um exemplo clássico é o Chablis, produzido na região francesa da Borgonha, tradicional parceiro de ostras frescas. 



Outros brancos passam pela madeira e permanecem em contato com as leveduras, o que lhes confere novos aromas, que somados aos de cada variedade de uva resultam, na boca, vinhos mais untuosos e com sabores mais intensos. O carvalho, especialmente da maneira como é usado por produtores do Novo Mundo, aporta sabores que lembram baunilha, especiarias, coco ou defumado. Esses brancos amadurecidos nas barricas geralmente são rotulados como Reserva ou Gran Reserva e podem acompanhar carnes brancas condimentadas e molhos cremosos, pratos que um vinho branco varietal, muito leve e frutado, teria mais dificuldade de enfrentar. Alguns produtores exageram na madeira; isso fez renascer um movimento contrário: vinhos que buscam a tipicidade, o equilíbrio e a elegância.


De modo geral, podemos encontrar entre os vinhos brancos os secos, leves e com boa acidez, no estilo simples e refrescante; os secos, minerais, de corpo médio e bem feitos, como os Riesling; e os de aromas pungentes, tropicais, a exemplo dos Sauvignon Blanc.





Há também os brancos de corpo médio e boa fruta, como alguns Chardonnay do Chile, Argentina, Brasil e África do Sul.


Os brancos aromáticos produzidos com uvas aromáticas como a Moscato, o Torrontés, o Gewürztraminer e o Viognier.




E temos ainda os brancos maduros, untuosos, bem estruturados e de guarda, como os melhores de Borgonha, alguns do Douro, da Austrália, da Califórnia.




 O solo, o clima e a uva são as variantes que o enólogo leva em conta ao determinar o estilo de cada um desses vinhos. Uma mesma uva poderá resultar em diferentes brancos, o que aumenta as possibilidades de harmonização com a comida!

Vamos juntos a partir de agora estudar como as principais cepas brancas podem ser harmonizadas corretamente dependendo de cada uma das variáveis levantadas neste artigo!

Adelante!


sábado, 12 de abril de 2014

Impossível não te amar, seco Limari, rio, mar! Onde um pingo d`água, verde colherá!



Não quero comparar e nem pensar! Pensar que São Paulo vive um processo de racionamento de água, lembrar o que vi no Vale do Limari!


Uma incrível rede de oito mil quilômetros de canais faz com que cada gota de água seja aproveitada e transformada em vida!


Vida capaz de criar vinhos como o Maycas Del Limari – Reserva – Sauvignon Blanc.



Degustar um vinho, lembrando do solo onde suas videiras foram plantadas, do sol que maturou suas vinhas e dos homens que o transformaram na bebida de Dionísio, é como beber poesia viva!


Quando quiser saber o que é um Terroir, Limari te responderá!




Os vinhos do Vale do Limari são assim! Minerais, acidez cortante, frutas insinuantes... Fortes e com personalidade capazes de harmonizar com comidas de extrema salinidade e amargor!


A Sauvignon Blanc, mãe, talvez pai, da Cabernet Sauvignon, é uma cepa branca de muita personalidade capaz de arrancar suspiros de amor mundo à fora, assim como caretas de muitos que não conseguem entender seus aromas e, principalmente, sua acidez cortante, salina, mineral e herbácea! Conheço pessoas que juram ter sentido xixi de gato na boca! Eu não sei e não quero saber nada sobre xixi de felinos! É preciso ter personalidade para lhe degustar, Sauvignon Blanc, não rainha, mas Guerreira Branca!


A Nova Zelândia produz os exemplares mais famosos e premiados do Mundo, superando os Franceses!

Mas, independentemente da minha origem Sul Americana, prefiro os vinhos do Leyda e, principalmente, do Limari!

Futuramente, escreverei sobre o Vale do Leyda, onde também vivenciei experiências fantásticas degustando excelentes Sauvignon Blancs, Chadonnays e Rieslings...

Adelante....