sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quais são os sabores das frutas?


Ao bebermos vinhos sempre citamos aromas de frutas, sejam tropicais, cítricas, vermelhas, brancas. Mas se cheirarmos estas frutas notaremos que não há tantos aromas assim. Concluímos então que os aromas encontrados nos vinhos referem-se aos sabores das frutas! E quais são então os sabores das frutas?


Comecei o meu estudo pelas frutas negras e vermelhas comuns aos vinhos tintos e cheguei às conclusões abaixo!

A Blackberrie, possui um sabor seco, quase sem açúcar, uma acidez ligeira e uma leve lembrança de rúcula! Sem nenhuma adstringência, seu ataque é totalmente no centro da língua e na garganta, onde traz um pequeno amargor!


E a bela Raspberry, quais são seus sabores?


A primeira sensação que a Raspberry nos traz é a cremosidade, quase uma manteiga, que se transforma em açúcar e acidez. A acidez é tão marcante que chega a salivar! Importante observar o toque herbáceo que uma Framboesa possui. A cremosidade acompanha até o final da degustação, como se fosse um sorvete de morangos!


Nada mais saudável que os Blueberries! Seus sabores são marcados por terem uma grande concentração de açucares e taninos! A acidez é muito baixa. Se você retirar a casca, cheia de taninos, sentirá que a sua poupa se assemelha com uma jabuticaba!


O Cranberry é uma daquelas plantas abençoadas pela Natureza. Os índios americanos a chamavam de “Presença de Luz”, pois muitos eram seus benefícios à saúde! Seu sabor é ácido, quase inexistência de açúcar, os taninos apertam a gengiva e um amargor toma conta da garganta. Lembra os aromas terrosos com algo herbáceo.


As Cherrys são refrescantes, doces e minerais com um leve toque mineral! Suas cascas possuem pequenas quantidades de tanino. A acidez aliada ao açúcar traz à boca uma certa sensação picante com um final levemente terroso.


Um Strawberry é acima de tudo refrescante e cremoso! Levemente tânico, mas o que predomina são os ácidos e os açucares com muita cremosidade. Esta cremosidade pode ser sentida no final da boca com mais evidência! Um leve toque herbáceo acompanha também o final de boca!


Plum possui uma polpa ácida e açucarada. Sua casca possui uma pequena quantidade de taninos, mas os açucares são mais marcantes. Os açucares são tão marcantes que chegam a enjoar dependendo do gosto pessoal. No final de boca, a acidez nos traz à lembrança de laranja.


O próximo passo dos meus estudos serão as frutas tropicais! Além de tudo, diria que estou estudando e praticando algo muito saudável! Comer frutas!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

AVA RIVER JUNCTION - CALIFÓRNIA


River Junction está situada na confluência dos rios San Joaquim e Stanislaus.

É uma das poucas AVAs da Califórnia que possui somente uma vinícola, Mac Manis Family Vineyards.


O Senhor McManis obteve sucesso no pedido para que a AVA fosse reconhecida devido à sua combinação única de clima e solo.


Ele percebeu que suas terras possuíam uma influência muito forte das brisas do Oceano Pacífico o que tornava as terras em torno da junção dos rios, em média, 2 a 5 graus mais fria que outras áreas do Vale Central. E o solo é único nesta área, pois é o único lugar que possui uma composição arenosa fina e com grande concentração salina.


Este solo localizado na parte mais seca do delta combinado com temperaturas amenas da região promovem um conjunto perfeito para vinhos de grande sucesso.


A uva Chardonnay é a principal da região constituindo 90% da plantação do 1.300 hectares da AVA.

Uma preocupação da região é com as frequentes geadas que chegam no final do período de maturação.


Degustei o Mac Manis Chardonnay 2013. Um vinho com ótimo preço para sua qualidade! Em média US$ 11,80.


Um vinho límpido, amarelo com reflexos dourados, aromas de abacaxi e pêssego. Em boca, podemos sentir o amanteigado, uma textura cremosa e a baunilha, frutos de uma madeira bem utilizada! Uma acidez maravilhosa que torna o vinho rico, refrescante e marcante!



Harmonizei com tacos mexicanos e ficou maravilhoso!


O mundo é um lugar de infinitas possibilidades, onde a mãe natureza em conjunto com as mãos de talentosos enólogos nos presenteiam com vinhos deliciosos de serem bebidos, calmamente, sem pressa.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

South Austrália – Barossa Valley


South Austrália é para a Austrália o que a Califórnia é para os Estados Unidos. O Estado do Vinho. Quase a metade das mais importantes vinícolas e centros de pesquisas de uvas da Austrália estão localizados em South Austrália. Adelaide, Capital do Estado, está rodeada de vinhedos. De nordeste ao sul, Barossa Valley é a resposta australiana à Napa Valley, repleto de vinhos por 55 Km! Fundada por imigrantes germânicos da região onde hoje é a Polônia, a comunidade de Barossa conserva suas tradições e sua força para o duro trabalho nos vinhedos!


Há um total de 13.256 hectares de área de vinhedos plantados no Barossa. A maioria das plantações são de Shiraz, com outras variedades, como Grenache, Cabernet Sauvignon, Mourvèdre (Mataro), Riesling e Semillon. Possui solos com baixa fertilidade, basicamente areias argilosas.


O Barossa, como com todas as outras regiões vinícolas do sul da Austrália, é classificado como livre da filoxera. É de vital importância que o Barossa permaneça vigilante sobre a ameaça da filoxera, pois é o lar de algumas das mais antigas vinhas que produzem continuamente no mundo, de onde saem seus vinhos de alta qualidade.



As noites em Barossa são frias, com dias quentes e secos na época de crescimento e maturação das uvas. Seus Shirazs são conhecidos em todo o mundo como únicos, ricos, achocolatados, picantes, verdadeiros elixires untuosamente alcóolicos.

Os Blends inspirados no Rhône são cada vez mais populares! Em Barossa, há vinhas velhas de Grenache (capazes de álcoois ainda maiores) e Mourvèdre, também chamadas de Mataró. Os blends GSM de ambas uvas com a onipresente Shiraz conquistam fãs em todo o mundo.


Na Vinícola Shild Estate, os Enoturistas são recebidos pelos membros da família que há quatro gerações produzem excelentes vinhos em um dos melhores solos do Sul de Barossa. A família inteira é dedicada a criar vinhos com autenticidade e paixão, que falam de um sentido de lugar.


O Shild Estate GSM Premium 2011 é um vinho muito interessante e diferente. Um blend de Grenache, Shiraz e Mourvèdre que acaricia as narinas com notas frutadas, cerejas, morangos, acompanhadas de ervas, pimentas e um pouco de grama molhada, algo terroso muito singular. Corpo médio, excelente equilíbrio entre acidez e taninos, sem ser uma bomba alcóolica. Na boca, se torna refrescante, leve e picante, seu rubi vermelho claro nos apresenta uma nova surpresa, as folhas de chá preto com chocolate. Um vinho para ser bebido calmamente durante horas.






sábado, 1 de novembro de 2014

Sonoma Coast - Califórnia


Quando ouvimos as palavras “Sonoma Coast”, nos lembramos de vinhedos de Pinot Noir e Chardonnay plantados próximos ao Oceano Pacífico, com vista para suas águas, paisagens acidentadas, ventos frios e névoa constante!




Esta estreita faixa de terra banhada pelo Pacífico, com limites fronteiriços Mendocino County, Sonoma County e Sonoma-Los Carneros de Napa, é considerada uma das melhores denominações do Mundo para o Cultivo de Chardonnay e Pinot Noir.



Possui características únicas que a diferem do restante da quente Califórnia. O site é refrigerado por ventos marinhos ligeiramente salgados e um cobertor diário de nevoeiro durante a estação de crescimento e sol à tarde suficiente para amadurecer as uvas. A tarde, a temperatura gira em torno de 26,67ºC, à noite, 7,22ºC. Seus solos variam de argilosos à rochosos, com excelente drenagem.


Tal Terroir promovem rendimentos reduzidos, elementos estruturais firmes, complexidade, baixo teor alcóolico, menos frutas e mais aromas terrosos, acidez e finos taninos. Características fundamentais para se criar vinhos que fogem do estilo mundial dominante onde predominam o álcool e as frutas!



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os vinhos de Minnesota - A ciência e a natureza trabalhando juntas



No mundo dos vinhos, o assunto Terroir é apaixonante. Conhecer uma determinada região, suas características, suas uvas, o tipo de vinho que devemos esperar daquele Terroir! E não há dúvidas de que determinados Terroirs são insuperáveis, praticamente, o retrato da perfeição. Por exemplo, a Borgonha e seus Pinots, Napa e seus Cabernets, Peumo e seus Carménères! O Mundo possui diversos Terroirs maravilhosos.

Mas, e se você mora em um lugar inóspito para todas as “vitis vinífera”?

Minnesota, também conhecida por Minnesnowta, possui um inverno muito rigoroso, com verões húmidos, solos com baixa drenagem. Resumindo, não é um lugar para vinhos! Mas se tem uma coisa que nos diferencia na natureza e nos tornou a raça dominante da Terra é o nosso infinito inconformismo!


E os cientistas da Universidade de Minnesota provaram esta capacidade criando, a partir do cruzamento de uvas americanas, as salvadoras “vitis labrusca” (todo mundo sabe como elas salvaram a Europa!!!), com uvas europeias, uvas com qualidade vinificas e adaptadas ao clima de Minnesota!

Surgiram assim uvas como a Seyval Blanc, Petite Pearl, La Crescent, Frontenac, Marquette, Marechal Foch, Prairie Star, Frontenac Gris, St. Pepin! Nomes diferentes e, para muitos de nós, totalmente desconhecidos!

A Seyval Blanc é uma híbrida que surgiu a partir do cruzamento de uvas americanas e europeias. Gera vinhos frescos e frutados para beber cedo. A variedade também se presta bem a fazer vinhos de sobremesa e vinhos espumantes. E, talvez o melhor trunfo de todos, Seyval Blanc é um excelente vinho de mistura que melhora qualquer variedade com que é correspondido. Prefere climas mais frios, umidade razoável e dias quentes durante o ciclo final da cultura. Resiste a invernos rigorosos e possui curtos períodos de crescimento, tornando-se uma variedade ideal para as regiões norte e leste dos Estados Unidos e Canadá.


Petite Pearl é uma nova tinta híbrida, desenvolvida nos laboratórios da Universidade de Minnesota, resistente aos rigorosos invernos da região e às doenças como oídio, mofo, podridão negra, entre outras. As bagas são altamente resistentes à podridão do cacho. O vinho tem uma cor granada escuro. Mostra complexidade em aroma e sabor. Gosto de fruta madura. Seus vinhos possuem níveis baixos de acidez e taninos médios e macios. Um vinho muito elegante. Além de vinhos varietais, também serve como um componente para blends com excelentes resultados!


La Crescent originou-se do cruzamento feito em 1988 entre as uvas St. Pepin e Muscat Hamburg. Uma uva resistente a climas muito frios, que produz um vinho branco de excelente qualidade, lembrando um VIOGNIER. Seus níveis relativamente elevados de açúcar e acidez têm incentivado os produtores a fermenta-la em um estilo doce ou semi-doce. Seus Vinhos comumente têm aromas de damasco, pêssego, citros e abacaxi.


Frontenac é uma uva tinta nascida do cruzamento entre a “Vitis Riparia 89” e a francesa Landot. Muito resistente ao frio e às doenças, com quase total imunidade ao míldio. Uma produção consistente com pequenas bagas pretas em grandes “clusters”. Seus vinhos possuem um rubi intenso, com aromas de cereja, groselha e ameixas pretas. Sua versatilidade permite a criação de vários estilos de vinho incluindo rosés, tintos e estilo porto. Suas qualidades e produtividade, aliadas à resistência ao frio intenso, fez com que se torna-se uma uva amplamente plantada em todo o Centro-Oeste, Nova Inglaterra e Quebec.


Marquette foi oficialmente apresentada em 2006. Sua árvore “genealógica” mostra-a como prima da Frontenac e neta de Pinot noir. Uma videira resistente ao duro período de inverno e à doenças como o míldio, oídio e podridão negra. Com açúcar elevado e acidez moderada tornou-se muito manejável na adega. Seus Vinhos são complexos, com cor rubi intenso, taninos pronunciados e notas ​​de cereja, pimenta preta e especiarias, em ambos, nariz e palato. Como um vinho tinto, Marquette representa um novo padrão na viticultura e enologia de frio intenso.


Marechal Foch é uma variedade de uva vermelha que suporta os invernos das regiões mais frias do mundo. Foi desenvolvida a partir do cruzamento de um híbrido “riparia-rupestris” e a variedade Goldriesling vinifera - Riesling x Courtiller Musque, que era um Muscat de ciclo precoce. Comparada por muitos com a principal uva tinta da Borgonha (Pinot Noir), Marechal Foch goza de muitos atributos positivos. Pode resistir a temperaturas muito baixas, durante períodos de tempo prolongados. Alguns produtores estão tentando seu cultivo inclusive no Alasca, mas o leste dos Estados Unidos e Canadá são locais ideais para o plantio da Marechal Foch.


Prairie Star tem excelente rusticidade e resistência ao frio e às doenças de inverno e está bem adaptada ao sistema climático do norte dos USA e Canada. Foi desenvolvida nos centros de pesquisa do Wisconsin e da Minnesota. Produz um vinho branco neutro, com boa sensação na boca e acabamento. Em alguns anos, tem um forte nariz floral. Prairie Star também é usada em blends para ajudar a adicionar corpo para vinhos mais neutros. Seus frutos possuem excelente teor de açúcar e acidez para vinificação.


A Frontenac gris, versão de vinho branco da Frontenac, começou como uma mutação produzindo frutas cinzas (gris, assim nomeado) e suco de cor âmbar. A videira apresenta as mesmas características de crescimento da Frontenac. Em Minnesota, a Frontenac Gris amadurece no meio da temporada, e é uma boa produtora de açúcar. Os vinhos apresentam aromas de pêssego e damasco, com notas de frutas cítricas e frutas tropicais. Um equilíbrio brilhante da fruta e acidez cria animados e refrescantes vinhos. Sabores únicos e complexos fazem desta uva uma excelente escolha para vinhos secos, de sobremesa e do ICE WINE.


St. Pepin é uma variedade híbrida, cultivada nas regiões de inverno rigoroso na América do Norte. Produz uvas adequadas para a elaboração de vinhos brancos frutados semelhantes ao Riesling ou como uma base para os vinhos de corte. Tem a vantagem de possuir uma maturação precoce. É uma híbrida da Seyval blanc cruzada com a Rosette. Ao contrário da maioria das uvas modernas, é uma fêmea com pistilo e por isso precisa ser plantada ao lado de vinhas do sexo masculino para conseguir a polinização.


Com o desenvolvimento de uvas capazes de produzir vinhos finos, os produtores da Região, como o apoio do Governo e Universidades, iniciaram uma transformação em seus antigos negócios de sucos, produzindo além de bons vinhos, ambientes que misturam o rústico com o bom gosto pela bebida e por pratos!

Hoje, somente no Vale do Alto Mississipi, entre os estados da Minnesota e Wisconsin, temos cerca de 40 “Vineyard & Winery”! A região, desde 2009, possui sua AVA, denominada Upper Mississipi River Valley. Estou tendo a oportunidade de estudar e estagiar em cinco “Vineyard & Winery” da Região. Como parte do meu dia a dia, tenho aulas e trabalhos sobre o solo, clima, vinhedos, vinificação e comercialização dos respectivos produtos.

Um dos mais tradicionais Winemaker de Minnesota é o Senhor John Falconer, proprietário da Falconer Vineyards & Winery. Uma Vinícola Boutique com vinhos feitos artesanalmente. Dois vinhos podem ser destacados como excelentes! Trata-se do Red Wing Reserve Minnesota Port, feito a partir da cepa Frontenac, fortificado, excelente estrutura e aromas, perfeito para acompanhar um chocolate. O segundo vinho a ser destacado é La Crescent Moon Late Harvest, vinho com uma espetacular acidez, contrapondo-se à sua doçura marcante! Sua harmonização com torta de maçã é algo singular. Junto aos vinhedos e à vinícola, o Senhor John criou um Bistrô que hoje é um ponto de referência em Minnesota no que se refere à turismo, boa alimentação e vinhos! Acompanhar o processo de vinificação desde a colheita me permitiu aprender muito sobre o negócio vinho. É importante entender que acima do romantismo da cultura do vinho, existe um negócio baseado na entrega de bons produtos a um consumidor exigente!















Na cidade de Cannon Falls, próxima à Red Wings, tive a oportunidade de estudar todo o processo de vinificação e comercialização dos vinhos na Cannon River Winery. Um parêntese neste ponto comercial! Algo muito importante é visualizar como funciona o negócio de vinhos para o Americano. Não se vende somente vinhos, vende-se um conceito que eu vou chamar de “Viva seu dia entre as Uvas”. Num ambiente integrado, a empresa oferece vinhos, comidas, visitas ao processo de vinificação e o mais interessante, uma grande venda de “gifts” que possuem uma alta margem de retorno!





A Cannon River Winery produz um ICE WINE feito a partir da uva St. Pepin que já recebeu diversos prêmios nos Estados Unidos e no Canadá. Trata-se do Winter Ice Wine. Um vinho exuberante, de cor ouro branco e intensos sabores e aromas de melão e pêssego. Acidez muito boa, equilibrado, com um final de boca excelente. Uma perfeita harmonização para um torta de pêssegos muito apreciada na região.


O vinho Honey tabém merece ser destacado, como o próprio nome indica, trata-se de um mel! Cortes especiais da uva La Crescent dão vida a este vinho que poderia ter sido feito por abelhas, tamanho o aroma de mel! Um destaque para a acidez em total equilíbrio com a doçura!


Na Margem esquerda do Mississipi, temos o estado do Wisconsin, onde se encontra a Valley Vineyard Winery, com suas colinas levemente inclinadas, proporcionando um bom aproveitamento do sol. Com o mesmo estilo americano de proporcionar uma experiência completa aos seus clientes, nota-se uma grande preocupação do Senhor Rudy com o estudo do Terroir e suas características! Seus vinhos possuem muita personalidade e refletem o local. Importante comentar como a Valley obtém taninos maduros a partir da Frontenac e Marquette, em total equilíbrio com a acidez.







Três vinhos me passaram uma impressão muito boa.


O Frontenac Reserva, de longe, os melhores taninos que eu provei! Vinho com bom corpo, aromas de cereja, chocolate e pimenta. Lembra um pouco ao Syrah de climas mais frios. A passagem pelo carvalho americano lhe proporcionou boas notas de coco e vanilla. Um bom vinho para acompanhar uma carne vermelha alta grelhada!


O Terroir da Valley realmente é muito bom para a família, pois tanto o vinho da Frontenac Gris quanto o Marquette passam excelentes impressões. O primeiro possui sabores delicados e complexos, com notas de damasco e frutas tropicais, refrescante e cremoso em boca!


O Razzy Dazzle é o tipo de vinho que se tivermos cinco garrafas, tomamos todas! Um rose de sobremesa feito a partir da Marquette com notas de framboesa e baunilla. Excelente para ser degustado com um creme de morangos!


Villa Belezza é uma vinícola completa onde o cliente esquece as pressões do dia a dia e degusta ao lado de uma natureza exuberante bons vinhos e boa comida! Às margens do Lake Pepin estão seus vinhedos. Importante citar que este lago é uma grande área do rio Mississipi onde suas margens são tão largas que mais se parece um lago. O conceito estabelecido é proporcionar uma experiência vinícola ao cliente. Há uma ampla sala de degustações para que o cliente encontre o vinho que mais se adapta ao seu paladar. Mas, se você quiser degustar o seu vinho preferido ao lado dos vinhedos, também é possível. Dois vinhos muito especiais e que merecem uma lenta degustação são o Cote de Pepin, um corte de Frontenac, Marquette e Marechal Foch e também o Petit Blanc.
















Uma grande expressão do Terroir da região de Minnesota podemos encontrar na Flower Valley Vineyard. Seus vinhedos distribuídos nas baixas colinas geram uvas muito especiais. Não possui uma estrutura completa de turismo, mas produz vinhos de grande personalidade. Vinhos brancos com excelentes níveis de açúcar e acidez e tintos encorpados com taninos maduros.








O Winemaker Tom Mohn possui um grande conhecimento sobre o seu Terroir, sendo uma grande fonte de conhecimento, explicando detalhadamente como cada elemento do solo, ventos, sol e amplitudes térmicas influenciam seus vinhos. Toda a vinificação é artesanal, com grande preocupação para com os detalhes, pois o objetivo é anualmente produzir vinhos únicos que representem como a natureza se comportou! Uma oportunidade única de aprendizado! 







Entre seus vinhos brancos, o Prairie Star é muito interessante, com uma vibrante acidez ideal para acompanhar frutos do mar! Mas se você deseja degustar um belo rosé, calmamente, acompanhado por um carpaccio de salmão, minha sugestão é o Marquette Rosé. Entre os tintos, degustei durante várias oportunidades o Frontenac, o Marquette e o Marechal Foch. Excelentes. Se a sua preferência é um vinho com mais corpo, tânico, sugiro o Frontenac. O Marquette possui uma elegância marcante, enquanto no Marechal Foch, teremos um tinto mais leve e macio para ser degustado sozinho, sem comida!








O Vinho é a mais natural das bebidas alcoólicas, contém o DNA da sua região, do seu Terroir. E, quando a Natureza é conservada e estudada, podemos desenvolver uma estrutura de negócio com grande retorno financeiro. Estou aprendendo cada vez mais que o vinho não é somente luxo e glamour. Hoje, se estudarmos detalhadamente uma região, com o apoio de centros de pesquisas agrícolas e uma boa política de desenvolvimento, muitos locais, outrora, inviáveis, podem se transformar em pontos turísticos tendo a uva como grande atrativo!